[caption id="attachment_159" align="alignnone" width="640"]As cores das batatas-doces, antes de virar purê (foto: O Caderno de Receitas) As cores das batatas-doces, antes de virar purê[/caption]

Adoro batata-doce. Adoro porco. Logo, fui atraída pelo recadinho que acompanhava a receita de purê de batata-doce com maçã no caderno da minha mãe: “É um ótimo acompanhamento para carne de porco”. O jantar de sábado estava decidido. O marido, autor desta lista dos melhores restaurantes para porquívoros em SP, grelharia uma copa-lombo e eu cuidaria do acompanhamento.

Para as compras, rumei sábado de manhã para os estandes da Estância Demetria, dissidência da feirinha de orgânicos do Parque da Água Branca montada na rua Ana Pimentel com a Dona Germaine Burchard, ao lado de uma saída do parque. Um ou dois finais de semana uma amiga tinha arrematado lá um belíssimo exemplar de batata-doce roxa, e imaginei que um purê dessa cor ficaria lindo no blog. Mas, desta vez, tive que me contentar com as variedades amarela e laranja – o que, em São Paulo, onde com frequência vejo apenas o tipo rosado, até que estava de bom tamanho. Decidi fazer um purê de cada cor para ver no que dava (e fiquei imaginando como seria um prato desses no Peru, onde há mais de 2.000 variedades de batata-doce!).

Como na feirinha não encontrei nenhuma maçã ácida, e a receita pedia isso, comprei duas verdes, Granny Smith, no Pão de Açúcar mesmo.

[caption id="attachment_160" align="alignnone" width="640"]Depois de prontos, os purês perderam um pouco da cor (foto: O Caderno de Receitas) Depois de prontos, os purês “bicolores” ficaram quase iguais[/caption]

Algumas outras considerações:

– Descascar batata-doce, ainda mais pequena e retorcida, é muito chato. Não sei se existe um método mais esperto para isso, mas, como tirar a pele com faca me pareceu quase impossível, acabei cortando a raiz ao meio, no sentido longitudinal, para escavar a polpa. E pedi ajuda ao marido para acelerar a tarefa.

– Não é um prato especialmente bonito, mas é um prato gostoso. Em vez misturar as maçãs no purê, decidi jogá-las por cima, para manter o frescor dos ingredientes. Como resultado visual, não sei se foi o melhor. Mas os sabores de fato foram preservados, assim como a crocância da fruta. O adocicado da batata-doce e o ácido da maçã caem muito bem com o porco.

– Com uma apresentação ligeiramente diferente (maçãs alinhadas e sobrepostas?), o prato ficaria perfeito em uma mesa posta nos anos 1970.

– Meu filho implica com purê. Ele não quis nem provar quando eu servi a versão amarela no almoço de domingo como acompanhamento para um frango assado. Já no jantar eu misturei o purê a um pouco de macarrão como se fosse molho e ele comeu bem (sim, ficou um pouco gororobento, mas eu queria que ele provasse. Batata-doce é tão nutritiva…).

Ingredientes
Batata-doce
Leite
Manteiga
Sal
Pimenta-do-reino
Noz-moscada
Maçã-verde

Modo de preparo
A receita mandava cozinhar em água e sal, mas eu assei as batatas-doces no forno em temperatura baixa até ficarem macias (meu marido, preocupado com o horário do jantar, se adiantou e colocou as raízes no forno enquanto eu cuidava do bebê. Ainda dava para voltar atrás, mas achei melhor seguir assim, até porque adoro o gosto da batata-doce assada). Demorou um pouco mais de uma hora, e as amarelas ficaram prontas primeiro.
Tirei a polpa das batatas e as amassei com um garfo em duas panelas, uma com cada cor – outra opção é passá-las por um espremedor. Rendeu cerca de duas xícaras de cada variedade.
Cozinhei em fogo baixo acrescentando leite aos poucos, até o purê ficar com uma textura cremosa mas ainda rústica, com pedacinhos – gastei quase um litro de leite. Temperei com sal, pimenta e noz-moscada. Acrescentei uma boa colherada de manteiga em cada panela e misturei.
Na hora de servir, joguei por cima as fatias de maçã-verde.

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