Berinjela ao forno em vez de friturinhas

berinjela
Berinjela à Tuti: para descomplicar a comida de festa

Fritura tem seu valor, quem sou para negar? Mas lambuza a cozinha e fica uma tristeza quando esfria e murcha. Sabe aquela bandeja cheia de coxinhas e risoles desbeiçados? Que dó… Na festa de 2 anos do meu filho, resolvi não assumir esse risco. Os salgados serão uma carne louca de porco, feita pelo meu marido, e uma berinjela assada, feita por mim a partir de uma receita tirada do caderno da minha mãe. Para acompanhar, pão comprado na padaria.

Cada convidado se serve como quiser. Sem complicação. Os dois pratos podem ser preparados com antecedência, então é uma coisa a menos para se preocupar no dia da festinha. Agradam porquívoros, vegetarianos ou onívoros. Podem ser servidos quentes ou frios. Se sobrarem, migram bem para outras refeições – como recheio de sanduíche, molho de macarrão, item principal ou acompanhamento de um jantar ou um almoço. E são difíceis de dar errado, basta ter paciência e alguma atenção para não deixar nada queimar.

Abaixo explico a preparação da berinjela, que minha mãe pegou de uma amiga da minha avó, a Tuti, conhecida por cozinhar bem e também por revender ótimos pães de mel apfelstrudel. A receita do porco eu ainda vou ver se meu marido, autor do Blog do Nogueira, topa passar. Torça por isso, porque ela também é muito boa.

Os ingredientes: picou, misturou e forno!
Os ingredientes: picou, misturou e forno!

Berinjela à Tuti

Ingredientes
4 berinjelas descascadas e cortadas em quadrados
4 dentes de alho amassados
3 pimentões vermelhos cortados em quadrados
750 gramas de cebolas picadas em pedaços grandes
½ copo de vinagre
1 copo de água
1 copo de azeite
Orégano
Sal
Pimenta-do-reino
Molho inglês

Modo de preparo
Coloquei todos os ingredientes em um tabuleiro. Assei em forno médio, mexendo de vez em quando, até eles ficarem macios e o líquido do fundo do tabuleiro ter evaporado. Isso levou umas duas horas.

Obs.: quando a berinjela já estava no forno, minha tia Elisa, que mora nos Estados Unidos, me mandou uma mensagem dizendo que geralmente coloca o vinagre depois de assar. Vou tentar isso de uma próxima vez. Ela também deu a dica de preparar com dois ou três dias de antecedência e ir ajustando o tempero ao longo desses dias.

Se os docinhos derem errado, pelo menos tenho um martelo

 Alguém conhece um método melhor para quebrar coco?

Voltei para casa, depois de férias já saudosas em Jericoacoara, no Ceará. Bem a tempo de preparar a festa de aniversário do Pedro. Quer dizer, espero que a tempo. No momento, minha cozinha está tomada por abacaxis, cocos, maçãs, limões, berinjelas, cebolas, sacos de açúcar, chocolate, farinha e amendoim. Tudo para preparar os doces e salgados que serão servidos na comemoração de dois anos do filhote (ou quase tudo, porque certamente esqueci de alguma coisa e terei que fazer a 47ª visita ao mercado do dia).

De alguma forma, a situação lembra os dias que antecediam as festinhas da minha infância. Mas não tenho ao meu redor o exército de parentes que, naquela época, ajudavam a enrolar docinhos e torcer para o bolo não solar. Por isso, antes de colocar a primeira berinjela da caponata no forno, resolvi respirar e escrever esse post.

Agora com licença que vou pegar o martelo (comprado meia hora atrás) para quebrar um coco seco pela primeira vez na vida.

Arroz malandrinho de camarão e lagosta

arroz malandrinho de camarão e lagosta do  Chez Loran Vip, de Jericoacoara
Prometi investigar receitas de Jericoacoara, aqui entrego uma receita de Jericoacoara. Ou melhor, de Jijoca de Jericoacoara, onde almocei hoje no Chez Loran Vip, ótimo pela comida e pelo ambiente, à beira da Lagoa do Paraíso. O nome do restaurante é meio francês, meio inglês, mas os donos atuais são portugueses. O prato que me impressionou leva ingredientes cearenses e sotaque lusitano: um arroz de camarão e lagosta bem caldoso – ou malandrinho, como dizem além-mar. Depois do almoço, a proprietária Cristina Gamito, simpática até (a ponto de ter se posto a dar a comida para o meu filho, com direito a “aviãozinho”), contou como prepara a receita.

Ingredientes
Tomate
Cebola
Alho
Louro
Arroz
Lagosta
Camarão
Sal

Modo de preparo
Cristina faz um molho de tomate com cebola, alho e louro (e sal, imagino). No próprio molho, cozinha o arroz. Quando este já está praticamente pronto, joga pedaços da lagosta, com casca, e, em seguida, camarão sem casca. A etapa anterior, segundo Cristina, é muito rápida: os frutos do mar cozinham em questão de minuto. À mistura, ela acrescenta também um pouco (cerca de uma colher em um prato para dois) de um caldo que ela faz com a casca do camarão, que é cozida, depois batida no liquidificador e então coada. Para não desperdiçar, Cristina congela esse caldo em saquinhos.

Para cozinhar mais:

Temporada cearense

Acabo de chegar a Jericoacoara, no Ceará, e vou passar alguns dias por aqui. Nesse período, assim como eu, o caderno de receitas da minha mãe ficará de férias (não tenho estrutura ou vontade de cozinhar grande coisa por aqui).
Quero lagartear.
Mas não abandonarei o blog. Pretendo postar curiosidades e receitas do que comer. Na verdade, já saí de São Paulo, onde moro, com uma missão: reencontrar uma senhora que, até minha última visita a Jericoacoara, anos atrás, vendia uma torta de banana sensacional (pelo menos na minha lembrança). Será que vou conseguir? Será que ela me passa a receita da torta? Será que é boa mesmo? Respostas nos próximos capítulos.
(Enquanto a torta não vem, público a foto do meu primeiro prato em Jeri: moquequinha de arraia com farofa do Bar do Alexandre.)

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Um bolo-relâmpago para servir de última hora

Um bolo básico e vapt-vupt que cai bem com um chá
Um bolo básico e vapt-vupt que cai bem com um chá

Já contei no post anterior que preparei biscoitos de castanha-do-pará para servir em um chá. Uma hora antes de minhas amigas chegarem, resolvi que faria também um bolo, para acompanhar a geleia de morango que cozinhei outro dia. Não à toa, escolhi no caderno de receitas da minha mãe um “bolo-relâmpago”, de fato muito simples e rápido. Consegui terminá-lo antes de as visitas chegarem, mesmo fazendo duas pausas para ligar para a minha mãe no meio da preparação. O benefício extra foi deixar a casa com um resíduo daquele cheirinho de massa assando no forno.

Ingredientes
11 colheres de sopa de açúcar (mais um pouco para polvilhar)
10 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de manteiga (mais um pouco para untar)
1 colher de sopa rasa de fermento químico em pó
3 ovos
1 xícara de leite
1 pitada de sal
Canela em pó

Modo de preparo
Bati todos os ingredientes no liquidificador e obtive uma massa bem líquida (liguei para minha mãe e ela disse que era assim mesmo).

Despejei a massa em um tabuleiro untado e o assei em forno médio-alto (200ºC) até ficar levemente dourado e um palito, quando enfiado no meio da massa, sair sem pedacinhos de grudados.

Polvilhei açúcar e canela sobre o bolo.